quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cidades digitiais

  Incluído no PAC, o programa ganhou mais R$ 100 milhões e vai atender cerca de 200 cidades.

O número de inscrições no novo edital do programa Cidades Digitais–PAC 2, lançado em fevereiro, superou a expectativa do Ministério das Comunicações. No total, 1.901 municípios enviaram suas propostas. O primeiro edital, do ano passado, havia recebido apenas 216 inscrições e contemplou 80 cidades. O novo edital deve atender cerca de 200 novas cidades.

"Nós ficamos surpresos com o empenho das prefeituras, até porque este projeto não é uma coisa tão simples de fazer", revela a secretária de Inclusão Digital do MiniCom, Lygia Pupatto. Segundo o edital, os projetos precisam conter, por exemplo, informações sobre a situação socioeconômica do município e dados que demonstrem a sustentabilidade do Cidades Digitais naquela localidade, além da indicação da infraestrutura de redes que será necessária.

A seleção dos municípios vai ser feita em algumas etapas. Primeiramente, o Ministério das Comunicações vai verificar se as cidades inscritas atendem aos critérios estabelecidos no edital, como ter até 50 mil habitantes e estar localizada a uma distância máxima de 50 km da rede principal da Telebras ou ter firmado um compromisso com alguma operadora privada para conexão à internet.

Em seguida, um comitê formado por professores e pesquisadores da área avaliará a viabilidade de cada projeto. Aqueles considerados aptos serão, então, enviados ao grupo executivo do Programa de Aceleração do Crescimento, que fará a seleção final. Essa última fase é uma novidade e se deve à inclusão do Cidades Digitais no PAC, o que garantiu mais R$ 100 milhões ao programa.

Os 80 municípios selecionados na primeira chamada do programa devem ter a infraestrutura de redes instalada até agosto deste ano. (Fonte: Assessoria de Imprensa).
Feito por AWSoft.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bem... não basta ser rede pra ser bacana...

   
Como a internet pode mudar a forma de governar
by Bia Martins, do Autoria em Rede

Imagine os moradores de uma grande cidade discutindo projetos de lei e a aplicação do orçamento através de um sistema de debate distribuído que organizasse as intervenções e filtrasse aquelas com maior aceitação.

Essa poderia ser a versão atualizada, mediada pelas tecnologias digitais, das audiências públicas promovidas pelas câmaras municipais ou do orçamento participativo organizado em algumas cidades do País.

Neste vídeo do TED Talks, Clay Shirky, professor da New York University, mostra que já existe tecnologia para esse tipo de debate político em rede, que poderia representar um grande salto democrático para os governos.


 O sistema de controle de versão de software de código aberto GIT, desenvolvido por Linus Torvalds (o criador do sistema operacional Linux), é uma tecnologia de cooperação sem coordenação que possibilita o gerenciamento descentralizado de projetos colaborativos.

Shirky argumenta que, do mesmo modo, a ferramenta pode servir para mudar a gestão pública, permitindo uma participação massiva e distribuída da população na definição das políticas. O que falta? O poder para implantá-las.

Não por coincidência, em vários países, estão surgindo propostas de partidos em rede, com diferentes abordagens, vários deles com estruturas horizontais e projetos de implantar dinâmicas de participação popular distribuída através das redes de comunicação.

Leia mais informações sobre os novos partidos na matéria: Los partidos red: cuáles son y en qué se diferencian.

Em um futuro próximo, quem sabe, as formas de representação política e participação popular nos governos podem mudar significativamente, rumo à uma radicalização da democracia. Vai depender, claro, do engajamento de todos por essa mudança.